sábado, 7 de janeiro de 2012

Aquele medo de acontecer


Faz um tempo que sinto o medo de ficar longe.
Eu lembro desses momentos que andávamos juntos sempre, fazendo tantas coisas juntos, e que agora se vai com o tempo. Os caminhos diferentes, as escolhas, a distância. Tudo ajuda, tudo implica. 
Me lembro das tardes que atravessavam noites, terminavam nas manhãs com todos olhando o sol nascer.
Sinto falta de um abraço sincero. Pra falar a verdade, mal me lembro da ultima vez que ganhei um abraço.
Tudo muito estranho e indiferente, parece que só eu me importo, mas ao mesmo tempo não depende só de mim. Meu maior medo era ficar distante, agora nas férias é pior, e nessas férias eternas de final de colegial.
Mas vou superar isso tudo. Os de verdade sempre sabem quando eu não estou bem, mesmo distante e com todas as outras complicações, os de verdade procuram, se importam.
Mas os de verdade são poucos, e os que mais me fazem falta.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu sei


Que os de verdade são poucos, e que são esses poucos que sempre ficam, que fazem a diferença, que eu vou amar pra sempre, independente de qualquer coisa, de qualquer briga, medo ou insegurança.
São os poucos que eu guardarei sempre, e que mesmo com distâncias e caminhos diferentes, sempre estarão ali, nos momentos felizes e nos momentos mais tristes.



Lembra?


Que no começo tinha aquela certa timidez, tinha aqueles medos bobos, aqueles sentimentos soltos e ao mesmo tempo tão presos?
Aí o tempo foi passando e aquilo foi deixado de lado, por instintos, por naturalidade, tudo foi sendo esquecido. Os assuntos não estavam fluindo como no começo, os passeios eram adiados para dias que nunca chegavam. Aí tudo de bonito ficou estranho, caiu na rotina, ficou cansativo.
Agora veio um tempo diferente.
Lembra das conversas, dos sentimentos soltos e presos, dos medos bobos, da insegurança, da timidez e das conversas infinitas com direito a coisas surreais?
Elas estão voltando. 
Junto com um certo medo maior, de se entregar, de se iludir, mas querendo ou não estão voltando, e isso são coisas que não se pode mudar. É complicado e inevitável. 
Espero que o orgulho não tome conta, que a gente aprenda a ter coragem de tentar de novo, sem se machucar, mesmo correndo todos os riscos, mesmo estando tão soltos e muitas vezes sem chão.