Antes que ela começasse a escrever, algo havia lhe chamado atenção.
Era algo muito simples, que talvez até passasse despercebido. Mas não passou.
Uma noite fria, uma doce melodia, e todas as suas lembranças voltaram.
Todas as pessoas estavam voltando, e ao mesmo tempo indo.
E ela era a única parada, no meio da multidão, naquela cidade tão iluminada.
Ela que sempre usava roupas tão escuras que destacavam a cor da pele tão clara.
Seus lábios avermelhados, talvez do frio que fazia lá fora.
As ruas que ela passara naquela noite, levavam ela a viver momentos muito distantes e ao mesmo tempo tão próximos, que ela já nem sabia o que a lembrava realmente.
As noites eram intermináveis. Todas elas.
E seus desenhos nunca haviam sindo encontrados pela rua.
De manhã, aquele menino ainda estava esperando o ônibus, e sempre esperava o ônibus quando ela estava se sentindo triste.
O menino não podia caminhar. Mas acordava cedo e ria de tudo, era feliz. Mesmo não podendo sentir suas pernas.
Ele era a alegria daquela menina na manhã tão fria.
Ora, está esfriando mais.
E essas pessoas na rua? Essas pessoas dormindo nas ruas.
Cada dia era algo, era uma realidade diferente, mas só os desenhos não resolviam, só suas histórias não resolviam, e os livros eram apenas histórias.
As pessoas não eram as mesmas.
Os sentimentos mudavam a cada dia, mas ela não podia contar pra ninguém o que sentia.
Cartas: Era assim que ela se expressava.
E foram tantas cartas jogadas fora, e tantas cartas que já nem são lembradas.
Onde estão as cartas agora? O que elas diziam?
Era um turbilhão de perguntas e respostas de perguntas que ela nunca fazia.
E todos os dias ela pergunta, e o mundo responde com outras respostas.
You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one. I hope some day you'll join us and the world will be as one.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Lost Way
Era uma jovem. Perdida. Já fazia meses que procurava o caminho do sol.
Mas as ruas eram escuras, os caminhos não levavam a lugar algum.
O único lugar em que ela se sentia bem, era em seu quarto.
Com todos os seus desenhos, suas fotografias, seus sonhos e suas lembranças.
Vivia naquele mundinho.
Mas as ruas eram escuras, os caminhos não levavam a lugar algum.
O único lugar em que ela se sentia bem, era em seu quarto.
Com todos os seus desenhos, suas fotografias, seus sonhos e suas lembranças.
Vivia naquele mundinho.
As vezes ela falava com anjos, as vezes anjos falavam com ela.
Mas ainda assim, era escuro lá fora, e perigoso também.
Ela se sentia frágil, não aguentava as cobranças do mundo.
E o mundo sempre cobrou muito.
E as pessoas do mundo eram diferentes das que ela costumava desenhar, ou imaginar.
As pessoas do mundo eram todas falsas, eram todas estúpidas, sínicas, arrogantes.
Ela não via mais sentido em ter que ir pro mundo, se ele era dessa forma.
Mas mesmo assim, a garota sai do seu quarto todos os dias, em busca dos seus sonhos, em busca das pessoas que ela desenha, em busca dos lugares bonitos, em busca dos valores perdidos, mesmo sabendo que é cada vez mais difícil, e que é quase impossível.
Ela se sentia frágil, não aguentava as cobranças do mundo.
E o mundo sempre cobrou muito.
E as pessoas do mundo eram diferentes das que ela costumava desenhar, ou imaginar.
As pessoas do mundo eram todas falsas, eram todas estúpidas, sínicas, arrogantes.
Ela não via mais sentido em ter que ir pro mundo, se ele era dessa forma.
Mas mesmo assim, a garota sai do seu quarto todos os dias, em busca dos seus sonhos, em busca das pessoas que ela desenha, em busca dos lugares bonitos, em busca dos valores perdidos, mesmo sabendo que é cada vez mais difícil, e que é quase impossível.
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