"Eu não entendo as coisas que tu fala." - Disse ela num tom de voz preocupado.
Na verdade ninguém entendia nada naquela escuridão.
Só haviam alguns pensamentos soltos, algumas ideias.
Ela não parava de lembrar daquela vez. Daquela única vez.
Mas agora tava estranho, diferente.
"Pode me dizer o que eu tenho que fazer? Por favor, me ajuda a te ajudar!"
Ele não queria ajuda, ele não precisa de ninguém.
Era medo.
E tava escuro.
Na verdade o que iluminava o quarto era aquela luminária vermelha.
E a cama bagunçada?
Ainda está bagunçada, junto com as memórias sobre ela.
No emaranhado dos lençóis elas ficaram. Num mundo a parte.
Ora, será que alguma coisa que eu diga faz sentido?
Ah, se eu entendesse. Se eu soubesse o que eu quero...
Eu poderia me afogar, eu poderia me matar por dentro, eu poderia me jogar do alto de um prédio, só pra tirar minhas preocupações, só pra esquecer de tudo, pra tirar a dor.
Poderia vender meu coração, pra qualquer pessoa que passasse, ganhar um dinheiro bom e fugir daqui. Mas eu até que prefiro guardar ele por enquanto. Talvez um dia eu precise.
Enquanto essas coisas caminham na minha frente e passam pela minha cabeça, eu fico buscando uma droga, uma forma de me libertar.
De qualquer forma eu sei exatamente o que fazer, mas tenho medo de errar.
You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one. I hope some day you'll join us and the world will be as one.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Realidades
Ela sempre sonhava com um mundo perfeito, onde as pessoas fossem melhores, onde houvesse paz, houvesse amor.
Era só no mundo dela que ela encontrava isso.
Sempre fugindo da realidade, sempre com medo do ruim.
Mas foi numa noite de domingo que ela sem querer encontrou uma ponte, que levava do mundinho dela pro mundo de verdade. Foi numa noite de domingo que começaram a conversar, foi numa noite de domingo que pensaram em se encontrar.
Sempre rindo das mesmas coisas, sempre ouvindo as mesmas músicas.
Se admiraram tanto que esqueceram os defeitos. Gostaram tanto um do outro que não pensavam em mais nada a não ser eles mesmos. Juntos.
Ela encontrou nele o que nunca tinha coragem de achar.
Encontrou a verdade, encontrou o mundo lá fora, encontrou a realidade.
É nos olhos dele que ela vê a vida, é nos olhos dele que ela entende a realidade.
Ele encontrou nela o que faltava nele, encontrou uma nova chance, encontrou um motivo, encontrou a paz, encontrou o que não achava em lugar algum.
E as diferenças se encontram. Diferentes um pro outro e nem um pouco indiferentes.
Completamente diferente de tudo o que já senti.
Completamente diferente de tudo o que já vi.
Era só no mundo dela que ela encontrava isso.
Sempre fugindo da realidade, sempre com medo do ruim.
Mas foi numa noite de domingo que ela sem querer encontrou uma ponte, que levava do mundinho dela pro mundo de verdade. Foi numa noite de domingo que começaram a conversar, foi numa noite de domingo que pensaram em se encontrar.
Sempre rindo das mesmas coisas, sempre ouvindo as mesmas músicas.
Se admiraram tanto que esqueceram os defeitos. Gostaram tanto um do outro que não pensavam em mais nada a não ser eles mesmos. Juntos.
Ela encontrou nele o que nunca tinha coragem de achar.
Encontrou a verdade, encontrou o mundo lá fora, encontrou a realidade.
É nos olhos dele que ela vê a vida, é nos olhos dele que ela entende a realidade.
Ele encontrou nela o que faltava nele, encontrou uma nova chance, encontrou um motivo, encontrou a paz, encontrou o que não achava em lugar algum.
E as diferenças se encontram. Diferentes um pro outro e nem um pouco indiferentes.
Completamente diferente de tudo o que já senti.
Completamente diferente de tudo o que já vi.
"Cuide bem do seu amor, seja quem for".
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Ilimitado
Será que é realmente fácil mudar?
E quantas vezes eu já não tentei?
Mudar sem ter mudança, começar sem início, terminar sem fim.
As coisas estão acontecendo e eu não vejo.
O mundo ta desabando lá fora, mas o meu mundinho tá sempre aqui.
O meu mundinho...
As vezes eu acho que, se um dia eu sair desse mundinho pra ir pro que tá lá fora eu vou me tornar alguém diferente do que eu sou. E eu gosto tanto de ser eu.
Porque na verdade eu sou só um corpo, com as coisas que agradam só a mim.
Não tem nada importante dentro, não tem nada de responsável, nada de sério.
É como se fosse a Disneylândia dentro do corpo de alguém.
É exatamente isso.
E quando tento mudar, a vida mostra que vai ser pior ainda.
Me faltam provas pra provar, me faltam vidas pra guiar, me falta tudo.
E eu sou só mais uma pessoa no meio de tantas outras.
Não é nada legal estar sossegada quando alguém abre a porta do teu mundo te dizendo que as coisas não são assim, que vão falando sem parar tudo o que tu faz ou fez de errado e saem sem deixar tu explicar que não se pode ir entrando assim no teu mundo sem saber o porquê dele existir.
Não se pode entrar assim, sem ao menos tentar entender.
Não se pode nada no meu mundo.
Invasão de privacidade! Limites! Eu não tenho limites mesmo. Eu quero minha vida ilimitada.
Aí que eu erro, aí que me perco.
Enfim, estou saindo pro trabalho agora. Meu trabalho fica no outro mundo.
Mais tarde eu volto pra cá, se esse mundinho ainda existir.
Mas eu não sou mais criança. E como diz a minha mãe: eu sou maquiavélica.
À noite eu volto e queimo tudo, explodo esse mundinho e vivo só pro outro.
Vamos ver se isso vai me fazer mudar.
E quantas vezes eu já não tentei?
Mudar sem ter mudança, começar sem início, terminar sem fim.
As coisas estão acontecendo e eu não vejo.
O mundo ta desabando lá fora, mas o meu mundinho tá sempre aqui.
O meu mundinho...
As vezes eu acho que, se um dia eu sair desse mundinho pra ir pro que tá lá fora eu vou me tornar alguém diferente do que eu sou. E eu gosto tanto de ser eu.
Porque na verdade eu sou só um corpo, com as coisas que agradam só a mim.
Não tem nada importante dentro, não tem nada de responsável, nada de sério.
É como se fosse a Disneylândia dentro do corpo de alguém.
É exatamente isso.
E quando tento mudar, a vida mostra que vai ser pior ainda.
Me faltam provas pra provar, me faltam vidas pra guiar, me falta tudo.
E eu sou só mais uma pessoa no meio de tantas outras.
Não é nada legal estar sossegada quando alguém abre a porta do teu mundo te dizendo que as coisas não são assim, que vão falando sem parar tudo o que tu faz ou fez de errado e saem sem deixar tu explicar que não se pode ir entrando assim no teu mundo sem saber o porquê dele existir.
Não se pode entrar assim, sem ao menos tentar entender.
Não se pode nada no meu mundo.
Invasão de privacidade! Limites! Eu não tenho limites mesmo. Eu quero minha vida ilimitada.
Aí que eu erro, aí que me perco.
Enfim, estou saindo pro trabalho agora. Meu trabalho fica no outro mundo.
Mais tarde eu volto pra cá, se esse mundinho ainda existir.
Mas eu não sou mais criança. E como diz a minha mãe: eu sou maquiavélica.
À noite eu volto e queimo tudo, explodo esse mundinho e vivo só pro outro.
Vamos ver se isso vai me fazer mudar.
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