segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ilimitado

Será que é realmente fácil mudar?
E quantas vezes eu já não tentei?
Mudar sem ter mudança, começar sem início, terminar sem fim.
As coisas estão acontecendo e eu não vejo.
O mundo ta desabando lá fora, mas o meu mundinho tá sempre aqui.
O meu mundinho...
As vezes eu  acho que, se um dia eu sair desse mundinho pra ir pro que tá lá fora eu vou me tornar alguém diferente do que eu sou. E eu gosto tanto de ser eu.
Porque na verdade eu sou só um corpo, com as coisas que agradam só a mim.
Não tem nada importante dentro, não tem nada de responsável, nada de sério.
É como se fosse a Disneylândia dentro do corpo de alguém.
É exatamente isso.
E quando tento mudar, a vida mostra que vai ser pior ainda.
Me faltam provas pra provar, me faltam vidas pra guiar, me falta tudo.
E eu sou só mais uma pessoa no meio de tantas outras.
Não é nada legal estar sossegada quando alguém abre a porta do teu mundo te dizendo que as coisas não são assim, que vão falando sem parar tudo o que tu faz ou fez de errado e saem sem deixar tu explicar que não se pode ir entrando assim no teu mundo sem saber o porquê dele existir.
Não se pode entrar assim, sem ao menos tentar entender.
Não se pode nada no meu mundo.
Invasão de privacidade! Limites! Eu não tenho limites mesmo. Eu quero minha vida ilimitada.
Aí que eu erro, aí que me perco.
Enfim, estou saindo pro trabalho agora. Meu trabalho fica no outro mundo.
Mais tarde eu volto pra cá, se esse mundinho ainda existir.
Mas eu não sou mais criança. E como diz a minha mãe: eu sou maquiavélica.
À noite eu volto e queimo tudo, explodo esse mundinho e vivo só pro outro.
Vamos ver se isso vai me fazer mudar.

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