Não é estranho o rumo que as coisas estão tomando?
Eu lembro que eu andava sempre em um caminho, subia e descia aquelas escadas, sorria pra todos, ria de tudo. Eu lembro muito bem das pessoas que eu dava valor. Eu lembro exatamente das que me davam valor.
Tem umas que eu não consigo mais lembrar. Estranho, não é? Normal, eu diria. Acontece.
Lembro de te ver lá da janela, lembro de todas as noites, dos passeios, das tardes, das praças, dos sorrisos, das lembranças. De todo mundo.
Eu comecei a fazer aquele caminho da estação de trem. Algumas pessoas já tinham ido embora, outras ainda estavam ali, e outras eram novas.
Mas todas elas faziam questão de passar por mim, e deixar alguma coisa pra mim, pra eu lembrar a vida toda.
O caminho da estação era bem simples. Eu só tinha que sair de casa todos os dias, pegar um daqueles ônibus lotados, e descer na estação. E eu lembro de todos os meus pensamentos enquanto estava nela. Até chegar lá embaixo, pegar um ônibus vazio, entrar naquele prédio, pegar o elevador e sentar na minha mesa e tomar meu café olhando pros aviões do aeroporto através daquela janela gigante.
Lembro das pessoas que passavam as tardes comigo. E de como eu fazia amizade rápido, ou era com o colega do lado, ou com a telefonista, a faxineira, a tia do café, o diretor da empresa, a dona do restaurante lá de baixo, as pessoas de outros setores.
Mas aquele tempo se foi.
Agora meu caminho é simples. Só que é complicado. Eu só preciso pegar um ônibus. Pronto.
Não tem mais a estação. E parece que não tem as outras pessoas também. Obviamente não tem aviões. Nem café tem mais!
Não que isso seja grande coisa, mas eram pequenas coisas que me faziam sentir bem.
Parece que naquele caminho da estação as coisas eram bem mais simples e fáceis. E como eu era feliz.
Hoje tá estranho. Deu uma virada muito grande no tempo, nas coisas, as pessoas do nada mudaram e eu mudei com elas. O jeito que eu passei a analisar as coisas e o ser humano evoluíram mais.
Eu tenho muita história pra contar.
Talvez isso seja um problema. Porque as vezes eu não tenho alguém fixo pra contar.
Eu simplesmente falo de assuntos específicos com determinadas pessoas.
Aqui eu conto tudo pro mundo todo.
To aqui contando da minha vida pra um brasileiro, pra um russo, um americano, um coreano, um alemão, um francês, um árabe, um português, e pra todo o resto que eu sei que lê esse blog.
Aí eu paro pra pensar se nenhum de vocês pensa assim, que nem eu, se tem a forma de escrever parecida. E penso que muitos de vocês nem me conhece, sabe da minha vida, e muito menso eu de vocês.
Não sei onde isso tudo vai parar. Talvez pare numa outra estação, e não nessa parada de ônibus onde estou empenhada agora. Mas se parar numa estação, encontrarei um de vocês lá. Espero poder sorrir e dizer que consegui chegar a tempo.
You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one. I hope some day you'll join us and the world will be as one.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Se eu soubesse...
"Eu não entendo as coisas que tu fala." - Disse ela num tom de voz preocupado.
Na verdade ninguém entendia nada naquela escuridão.
Só haviam alguns pensamentos soltos, algumas ideias.
Ela não parava de lembrar daquela vez. Daquela única vez.
Mas agora tava estranho, diferente.
"Pode me dizer o que eu tenho que fazer? Por favor, me ajuda a te ajudar!"
Ele não queria ajuda, ele não precisa de ninguém.
Era medo.
E tava escuro.
Na verdade o que iluminava o quarto era aquela luminária vermelha.
E a cama bagunçada?
Ainda está bagunçada, junto com as memórias sobre ela.
No emaranhado dos lençóis elas ficaram. Num mundo a parte.
Ora, será que alguma coisa que eu diga faz sentido?
Ah, se eu entendesse. Se eu soubesse o que eu quero...
Eu poderia me afogar, eu poderia me matar por dentro, eu poderia me jogar do alto de um prédio, só pra tirar minhas preocupações, só pra esquecer de tudo, pra tirar a dor.
Poderia vender meu coração, pra qualquer pessoa que passasse, ganhar um dinheiro bom e fugir daqui. Mas eu até que prefiro guardar ele por enquanto. Talvez um dia eu precise.
Enquanto essas coisas caminham na minha frente e passam pela minha cabeça, eu fico buscando uma droga, uma forma de me libertar.
De qualquer forma eu sei exatamente o que fazer, mas tenho medo de errar.
Na verdade ninguém entendia nada naquela escuridão.
Só haviam alguns pensamentos soltos, algumas ideias.
Ela não parava de lembrar daquela vez. Daquela única vez.
Mas agora tava estranho, diferente.
"Pode me dizer o que eu tenho que fazer? Por favor, me ajuda a te ajudar!"
Ele não queria ajuda, ele não precisa de ninguém.
Era medo.
E tava escuro.
Na verdade o que iluminava o quarto era aquela luminária vermelha.
E a cama bagunçada?
Ainda está bagunçada, junto com as memórias sobre ela.
No emaranhado dos lençóis elas ficaram. Num mundo a parte.
Ora, será que alguma coisa que eu diga faz sentido?
Ah, se eu entendesse. Se eu soubesse o que eu quero...
Eu poderia me afogar, eu poderia me matar por dentro, eu poderia me jogar do alto de um prédio, só pra tirar minhas preocupações, só pra esquecer de tudo, pra tirar a dor.
Poderia vender meu coração, pra qualquer pessoa que passasse, ganhar um dinheiro bom e fugir daqui. Mas eu até que prefiro guardar ele por enquanto. Talvez um dia eu precise.
Enquanto essas coisas caminham na minha frente e passam pela minha cabeça, eu fico buscando uma droga, uma forma de me libertar.
De qualquer forma eu sei exatamente o que fazer, mas tenho medo de errar.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Realidades
Ela sempre sonhava com um mundo perfeito, onde as pessoas fossem melhores, onde houvesse paz, houvesse amor.
Era só no mundo dela que ela encontrava isso.
Sempre fugindo da realidade, sempre com medo do ruim.
Mas foi numa noite de domingo que ela sem querer encontrou uma ponte, que levava do mundinho dela pro mundo de verdade. Foi numa noite de domingo que começaram a conversar, foi numa noite de domingo que pensaram em se encontrar.
Sempre rindo das mesmas coisas, sempre ouvindo as mesmas músicas.
Se admiraram tanto que esqueceram os defeitos. Gostaram tanto um do outro que não pensavam em mais nada a não ser eles mesmos. Juntos.
Ela encontrou nele o que nunca tinha coragem de achar.
Encontrou a verdade, encontrou o mundo lá fora, encontrou a realidade.
É nos olhos dele que ela vê a vida, é nos olhos dele que ela entende a realidade.
Ele encontrou nela o que faltava nele, encontrou uma nova chance, encontrou um motivo, encontrou a paz, encontrou o que não achava em lugar algum.
E as diferenças se encontram. Diferentes um pro outro e nem um pouco indiferentes.
Completamente diferente de tudo o que já senti.
Completamente diferente de tudo o que já vi.
Era só no mundo dela que ela encontrava isso.
Sempre fugindo da realidade, sempre com medo do ruim.
Mas foi numa noite de domingo que ela sem querer encontrou uma ponte, que levava do mundinho dela pro mundo de verdade. Foi numa noite de domingo que começaram a conversar, foi numa noite de domingo que pensaram em se encontrar.
Sempre rindo das mesmas coisas, sempre ouvindo as mesmas músicas.
Se admiraram tanto que esqueceram os defeitos. Gostaram tanto um do outro que não pensavam em mais nada a não ser eles mesmos. Juntos.
Ela encontrou nele o que nunca tinha coragem de achar.
Encontrou a verdade, encontrou o mundo lá fora, encontrou a realidade.
É nos olhos dele que ela vê a vida, é nos olhos dele que ela entende a realidade.
Ele encontrou nela o que faltava nele, encontrou uma nova chance, encontrou um motivo, encontrou a paz, encontrou o que não achava em lugar algum.
E as diferenças se encontram. Diferentes um pro outro e nem um pouco indiferentes.
Completamente diferente de tudo o que já senti.
Completamente diferente de tudo o que já vi.
"Cuide bem do seu amor, seja quem for".
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Ilimitado
Será que é realmente fácil mudar?
E quantas vezes eu já não tentei?
Mudar sem ter mudança, começar sem início, terminar sem fim.
As coisas estão acontecendo e eu não vejo.
O mundo ta desabando lá fora, mas o meu mundinho tá sempre aqui.
O meu mundinho...
As vezes eu acho que, se um dia eu sair desse mundinho pra ir pro que tá lá fora eu vou me tornar alguém diferente do que eu sou. E eu gosto tanto de ser eu.
Porque na verdade eu sou só um corpo, com as coisas que agradam só a mim.
Não tem nada importante dentro, não tem nada de responsável, nada de sério.
É como se fosse a Disneylândia dentro do corpo de alguém.
É exatamente isso.
E quando tento mudar, a vida mostra que vai ser pior ainda.
Me faltam provas pra provar, me faltam vidas pra guiar, me falta tudo.
E eu sou só mais uma pessoa no meio de tantas outras.
Não é nada legal estar sossegada quando alguém abre a porta do teu mundo te dizendo que as coisas não são assim, que vão falando sem parar tudo o que tu faz ou fez de errado e saem sem deixar tu explicar que não se pode ir entrando assim no teu mundo sem saber o porquê dele existir.
Não se pode entrar assim, sem ao menos tentar entender.
Não se pode nada no meu mundo.
Invasão de privacidade! Limites! Eu não tenho limites mesmo. Eu quero minha vida ilimitada.
Aí que eu erro, aí que me perco.
Enfim, estou saindo pro trabalho agora. Meu trabalho fica no outro mundo.
Mais tarde eu volto pra cá, se esse mundinho ainda existir.
Mas eu não sou mais criança. E como diz a minha mãe: eu sou maquiavélica.
À noite eu volto e queimo tudo, explodo esse mundinho e vivo só pro outro.
Vamos ver se isso vai me fazer mudar.
E quantas vezes eu já não tentei?
Mudar sem ter mudança, começar sem início, terminar sem fim.
As coisas estão acontecendo e eu não vejo.
O mundo ta desabando lá fora, mas o meu mundinho tá sempre aqui.
O meu mundinho...
As vezes eu acho que, se um dia eu sair desse mundinho pra ir pro que tá lá fora eu vou me tornar alguém diferente do que eu sou. E eu gosto tanto de ser eu.
Porque na verdade eu sou só um corpo, com as coisas que agradam só a mim.
Não tem nada importante dentro, não tem nada de responsável, nada de sério.
É como se fosse a Disneylândia dentro do corpo de alguém.
É exatamente isso.
E quando tento mudar, a vida mostra que vai ser pior ainda.
Me faltam provas pra provar, me faltam vidas pra guiar, me falta tudo.
E eu sou só mais uma pessoa no meio de tantas outras.
Não é nada legal estar sossegada quando alguém abre a porta do teu mundo te dizendo que as coisas não são assim, que vão falando sem parar tudo o que tu faz ou fez de errado e saem sem deixar tu explicar que não se pode ir entrando assim no teu mundo sem saber o porquê dele existir.
Não se pode entrar assim, sem ao menos tentar entender.
Não se pode nada no meu mundo.
Invasão de privacidade! Limites! Eu não tenho limites mesmo. Eu quero minha vida ilimitada.
Aí que eu erro, aí que me perco.
Enfim, estou saindo pro trabalho agora. Meu trabalho fica no outro mundo.
Mais tarde eu volto pra cá, se esse mundinho ainda existir.
Mas eu não sou mais criança. E como diz a minha mãe: eu sou maquiavélica.
À noite eu volto e queimo tudo, explodo esse mundinho e vivo só pro outro.
Vamos ver se isso vai me fazer mudar.
domingo, 30 de setembro de 2012
Simples assim.
As coisas seriam melhores se todos os dias, quando chegássemos em casa do trabalho ou da aula, a pessoa que amamos estivesse nos esperando em casa.
Mesmo se estivesse de pijama, suja, ou dormindo.
O simples fato de saber que alguém nos espera é tão bom quanto também poder saber que alguém nos espera.
É como se um precisasse do outro, como se um motivasse o outro, mas sem cobranças, sem egoísmo, sem maldade, sem frescura, sem posse.
Como se a liberdade prendesse um ao outro, como se todas as coisas boas se unissem num só, como se todos os sonhos fossem sonhados juntos e todos os sonos dormidos juntos.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O presente mais bonito que eu te dei
Há mais ou menos um ano atrás, eu encontrei uma pessoa.
Essa pessoa era um garoto. O mais engraçado, o mais inteligente que eu já conheci.
Conforme o tempo passou, e as coisas foram acontecendo, eu senti que deveria dar um presente pra esse garoto.
Uma coisa que poderia vir só de mim. Resolvi que daria o meu coração.
E foi o que eu fiz. Entreguei meu coração nas mãos dele, numa madrugada, quase primavera.
Meu coração era lindo, e só tinha coisas boas nele. Haviam muitos machucados, mas todos bem pequenos que sumiram depois daquele dia.
E em troca do meu, tu me deste o teu coração. Ele não era nada bonito. Era completamente machucado, cheio de imperfeições. Mas eu achava ele lindo.
E todos os dias eu fazia um curativo naquele coração, e ele foi ficando bonito, cada dia mais bonito.
Mas o que eu não enxergava, era que enquanto eu fazia teu coração cicatrizar, o meu se feria ainda mais.
Mas eu não dava muita bola. Afinal, se eu conseguia concertar o teu, eu também conseguiria concertar o meu quando precisasse. Mas eu não precisava.
Mas as vezes ele doía muito, e eu perguntava: O que está acontecendo? Eu ando me sentindo tão triste ultimamente.
E de repente comecei a sentir coisas ruins dentro do meu coração.
Mal eu sabia que era tu que o feria ao invés de me curar.
Toda vez que eu estava longe, tu apertava forte meu coração, as vezes num descuido teu, deixava cair no chão o presente mais lindo que eu te dei.
E quando caia no chão, pisava em cima.E muitas vezes essas coisas aconteciam bem na minha frente.
E eu continuei ali, cuidando do teu.
Hoje o meu coração está repleto de mágoas, e tentando voltar pra dentro de mim.
Meu coração guarda traumas do teu descuido e do teu desleixo que não permitem que eu siga em frente.
Eu já não sou a pessoa que vai cuidar do teu coração.
E eu realmente espero, que, se um dia, alguém te der um coração tão bonito quanto foi o meu, que tu cuide muito bem,
pra que ele nunca sinta vontade de voltar pra pessoa que te deu de presente.
Eu confiei a minha vida a ti.
Nada disso deveria ter acontecido.
E tu nunca mereceu o que eu tinha guardado em mim.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
A jovem da noite fria
Antes que ela começasse a escrever, algo havia lhe chamado atenção.
Era algo muito simples, que talvez até passasse despercebido. Mas não passou.
Uma noite fria, uma doce melodia, e todas as suas lembranças voltaram.
Todas as pessoas estavam voltando, e ao mesmo tempo indo.
E ela era a única parada, no meio da multidão, naquela cidade tão iluminada.
Ela que sempre usava roupas tão escuras que destacavam a cor da pele tão clara.
Seus lábios avermelhados, talvez do frio que fazia lá fora.
As ruas que ela passara naquela noite, levavam ela a viver momentos muito distantes e ao mesmo tempo tão próximos, que ela já nem sabia o que a lembrava realmente.
As noites eram intermináveis. Todas elas.
E seus desenhos nunca haviam sindo encontrados pela rua.
De manhã, aquele menino ainda estava esperando o ônibus, e sempre esperava o ônibus quando ela estava se sentindo triste.
O menino não podia caminhar. Mas acordava cedo e ria de tudo, era feliz. Mesmo não podendo sentir suas pernas.
Ele era a alegria daquela menina na manhã tão fria.
Ora, está esfriando mais.
E essas pessoas na rua? Essas pessoas dormindo nas ruas.
Cada dia era algo, era uma realidade diferente, mas só os desenhos não resolviam, só suas histórias não resolviam, e os livros eram apenas histórias.
As pessoas não eram as mesmas.
Os sentimentos mudavam a cada dia, mas ela não podia contar pra ninguém o que sentia.
Cartas: Era assim que ela se expressava.
E foram tantas cartas jogadas fora, e tantas cartas que já nem são lembradas.
Onde estão as cartas agora? O que elas diziam?
Era um turbilhão de perguntas e respostas de perguntas que ela nunca fazia.
E todos os dias ela pergunta, e o mundo responde com outras respostas.
Era algo muito simples, que talvez até passasse despercebido. Mas não passou.
Uma noite fria, uma doce melodia, e todas as suas lembranças voltaram.
Todas as pessoas estavam voltando, e ao mesmo tempo indo.
E ela era a única parada, no meio da multidão, naquela cidade tão iluminada.
Ela que sempre usava roupas tão escuras que destacavam a cor da pele tão clara.
Seus lábios avermelhados, talvez do frio que fazia lá fora.
As ruas que ela passara naquela noite, levavam ela a viver momentos muito distantes e ao mesmo tempo tão próximos, que ela já nem sabia o que a lembrava realmente.
As noites eram intermináveis. Todas elas.
E seus desenhos nunca haviam sindo encontrados pela rua.
De manhã, aquele menino ainda estava esperando o ônibus, e sempre esperava o ônibus quando ela estava se sentindo triste.
O menino não podia caminhar. Mas acordava cedo e ria de tudo, era feliz. Mesmo não podendo sentir suas pernas.
Ele era a alegria daquela menina na manhã tão fria.
Ora, está esfriando mais.
E essas pessoas na rua? Essas pessoas dormindo nas ruas.
Cada dia era algo, era uma realidade diferente, mas só os desenhos não resolviam, só suas histórias não resolviam, e os livros eram apenas histórias.
As pessoas não eram as mesmas.
Os sentimentos mudavam a cada dia, mas ela não podia contar pra ninguém o que sentia.
Cartas: Era assim que ela se expressava.
E foram tantas cartas jogadas fora, e tantas cartas que já nem são lembradas.
Onde estão as cartas agora? O que elas diziam?
Era um turbilhão de perguntas e respostas de perguntas que ela nunca fazia.
E todos os dias ela pergunta, e o mundo responde com outras respostas.
domingo, 15 de julho de 2012
Lost Way
Era uma jovem. Perdida. Já fazia meses que procurava o caminho do sol.
Mas as ruas eram escuras, os caminhos não levavam a lugar algum.
O único lugar em que ela se sentia bem, era em seu quarto.
Com todos os seus desenhos, suas fotografias, seus sonhos e suas lembranças.
Vivia naquele mundinho.
Mas as ruas eram escuras, os caminhos não levavam a lugar algum.
O único lugar em que ela se sentia bem, era em seu quarto.
Com todos os seus desenhos, suas fotografias, seus sonhos e suas lembranças.
Vivia naquele mundinho.
As vezes ela falava com anjos, as vezes anjos falavam com ela.
Mas ainda assim, era escuro lá fora, e perigoso também.
Ela se sentia frágil, não aguentava as cobranças do mundo.
E o mundo sempre cobrou muito.
E as pessoas do mundo eram diferentes das que ela costumava desenhar, ou imaginar.
As pessoas do mundo eram todas falsas, eram todas estúpidas, sínicas, arrogantes.
Ela não via mais sentido em ter que ir pro mundo, se ele era dessa forma.
Mas mesmo assim, a garota sai do seu quarto todos os dias, em busca dos seus sonhos, em busca das pessoas que ela desenha, em busca dos lugares bonitos, em busca dos valores perdidos, mesmo sabendo que é cada vez mais difícil, e que é quase impossível.
Ela se sentia frágil, não aguentava as cobranças do mundo.
E o mundo sempre cobrou muito.
E as pessoas do mundo eram diferentes das que ela costumava desenhar, ou imaginar.
As pessoas do mundo eram todas falsas, eram todas estúpidas, sínicas, arrogantes.
Ela não via mais sentido em ter que ir pro mundo, se ele era dessa forma.
Mas mesmo assim, a garota sai do seu quarto todos os dias, em busca dos seus sonhos, em busca das pessoas que ela desenha, em busca dos lugares bonitos, em busca dos valores perdidos, mesmo sabendo que é cada vez mais difícil, e que é quase impossível.
domingo, 8 de abril de 2012
O segredo é a verdade
Na verdade, tudo o que a gente sente é inconsciente. Exatamente tudo.
A gente não sente algo sem ter vontade de sentir.
O ser humano já tem uma certa incerteza, ninguém é 100% seguro, ou 100% correto.
A verdade é que a gente muitas vezes não sabe como agir, ou como falar, não sabe como mudar, como melhorar.
Aí aquele egoísmo toma conta, a gente pensa só na gente, mas não consegue tentar entender o lado do outro.
E muitas vezes estragamos momentos que poderiam ser maravilhosos por bobagens, ou até mesmo por entender errado.
Mas é muito importante que saibamos perceber os nossos erros e tentarmos nos corrigir pra ser alguém melhor. Deixar o rancor pra lá, não se apegar nas besteiras, viver o momento da melhor forma, e da forma certa.
O segredo é ser sempre verdadeiro, não só com o próximo, mas consigo mesmo. É saber se respeitar, se valorizar, é ter metas, acreditar.
Alguém que vive na verdade não tem nada pra esconder.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Era bom quando se era importante
Ouvir de uma pessoa que diz querer ser teu amigo independente de qualquer coisa, pode ser a melhor coisa que alguém já tenha te dito. Mas ela se torna a pior coisa quando tu sente a falta dela ou de uma simples companhia ou uma conversa qualquer, e essa pessoa nem se importa com o que tu sente ou está passando no momento. Pelo menos ao meu ver, estar distante quando se precisa é sinônimo de não se importar.
E querendo ou não, eu ainda sinto falta de quando eu podia te ver por pelo menos uma hora do meu dia, só pra conversar e contar como foi o meu dia.
Falta
É realmente complicado descrever o que se sente quando na verdade nem nós mesmos sabemos se sentimos algo.
Tantas vezes eu pensei que eu estivesse exagerando em alguma coisa, que de repente eu estivesse mudando e o pior: Fazendo as pessoas se afastarem de mim.
É fácil mentir e dizer que não é verdade, que isso não tem a ver comigo, mas me parece que as pessoas são tão felizes e se divertem tanto quando não tem minha companhia. Isso me faz ver que talvez elas realmente se sintam bem sem mim.
Ruim é ver que elas fazem uma baita falta pra mim, falta que faz doer o coração, e quando a gente pensa que a pessoa talvez possa sentir a nossa falta, a falta da nossa companhia, nos deparamos com um: Hoje não ou uma desculpa qualquer. Eu sei muito bem que essas "desculpas" possam ser verdade, mas é realmente muito triste ver que pra outras pessoas a desculpa não existe.
Conclusão: Inventam mil desculpas pra não terem minha companhia, mas quando é outra pessoa, ah, aí sempre tem um jeitinho e as desculpas nunca existem.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Aquele medo de acontecer
Faz um tempo que sinto o medo de ficar longe.
Eu lembro desses momentos que andávamos juntos sempre, fazendo tantas coisas juntos, e que agora se vai com o tempo. Os caminhos diferentes, as escolhas, a distância. Tudo ajuda, tudo implica.
Me lembro das tardes que atravessavam noites, terminavam nas manhãs com todos olhando o sol nascer.
Sinto falta de um abraço sincero. Pra falar a verdade, mal me lembro da ultima vez que ganhei um abraço.
Tudo muito estranho e indiferente, parece que só eu me importo, mas ao mesmo tempo não depende só de mim. Meu maior medo era ficar distante, agora nas férias é pior, e nessas férias eternas de final de colegial.
Mas vou superar isso tudo. Os de verdade sempre sabem quando eu não estou bem, mesmo distante e com todas as outras complicações, os de verdade procuram, se importam.
Mas os de verdade são poucos, e os que mais me fazem falta.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Eu sei
Que os de verdade são poucos, e que são esses poucos que sempre ficam, que fazem a diferença, que eu vou amar pra sempre, independente de qualquer coisa, de qualquer briga, medo ou insegurança.
São os poucos que eu guardarei sempre, e que mesmo com distâncias e caminhos diferentes, sempre estarão ali, nos momentos felizes e nos momentos mais tristes.
Lembra?
Que no começo tinha aquela certa timidez, tinha aqueles medos bobos, aqueles sentimentos soltos e ao mesmo tempo tão presos?
Aí o tempo foi passando e aquilo foi deixado de lado, por instintos, por naturalidade, tudo foi sendo esquecido. Os assuntos não estavam fluindo como no começo, os passeios eram adiados para dias que nunca chegavam. Aí tudo de bonito ficou estranho, caiu na rotina, ficou cansativo.
Agora veio um tempo diferente.
Lembra das conversas, dos sentimentos soltos e presos, dos medos bobos, da insegurança, da timidez e das conversas infinitas com direito a coisas surreais?
Elas estão voltando.
Junto com um certo medo maior, de se entregar, de se iludir, mas querendo ou não estão voltando, e isso são coisas que não se pode mudar. É complicado e inevitável.
Espero que o orgulho não tome conta, que a gente aprenda a ter coragem de tentar de novo, sem se machucar, mesmo correndo todos os riscos, mesmo estando tão soltos e muitas vezes sem chão.
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